Guia · Escolha de agência
Como escolher uma agência de marketing médico para cirurgia plástica
Um roteiro objetivo — do primeiro diagnóstico ao contrato — para não repetir erros comuns na contratação de agências.
Por que a maioria das clínicas troca de agência em menos de 12 meses
O padrão é conhecido: a clínica contrata uma agência generalista, roda alguns meses de anúncios, gera leads que não fecham cirurgias e conclui — corretamente — que "marketing não funciona para o meu ticket". Na verdade, o que não funcionou foi o modelo: agência sem especialização em saúde, sem processo comercial e sem mensuração até a cirurgia realizada.
Escolher agência de marketing médico não é escolher quem faz "os melhores anúncios". É escolher quem entende o ciclo completo — do criativo em conformidade com o CFM até o acompanhamento do paciente na sala de consulta.
Os 7 critérios não-negociáveis
- Especialização em saúde — agência que atende restaurante, e-commerce e cirurgião plástico ao mesmo tempo não terá repertório de CFM nem cadência para revisar cada criativo.
- Portfólio verificável no seu segmento — peça nomes de clínicas, tempo de contrato e resultado em cirurgias realizadas.
- Método antes de mídia — se a proposta começa com "vamos rodar Meta Ads", desconfie.
- Conformidade CFM revisada — checklist da Resolução 2.336/2023 antes de cada publicação.
- Rastreamento server-side (CAPI) — sem isso, não se sabe qual campanha gerou qual cirurgia.
- Suporte ao comercial — quem não olha o CRM está apenas gerando lead.
- Contrato com métricas claras — CPL, agendamento, comparecimento, fechamento e cirurgias realizadas.
Perguntas para fazer na primeira reunião
- Quantos cirurgiões plásticos vocês atendem hoje?
- Qual é o ticket médio dos procedimentos das clínicas do portfólio?
- Vocês têm checklist de conformidade CFM?
- Como vocês medem cirurgia realizada — não só o lead?
- Quem toca meu comercial junto com o time de mídia?
- Tempo médio até a primeira cirurgia atribuída ao trabalho?
Sinais de alerta
- Promessa de número exato de cirurgias por mês antes do diagnóstico.
- Uso de antes/depois em cases apresentados na proposta.
- Foco em "leads baratos" — no alto ticket, lead barato costuma não fechar.
- Ausência de contrato claro sobre propriedade de contas e criativos.